A distribuição destes profissionais ainda ocorre de forma desigual pelo país, quando se trata de raça/cor
Em 2020, o Brasil alcançou a marca de 500 mil médicos em atividade. Aproximadamente 2,3 médicos por habitante. Mas a distribuição destes profissionais ainda ocorre de forma desigual pelo país. Além disso, não existe um dado concreto e atualizado em relação a quantidade de médicos negros que atuam no país, apesar do número de estudantes negros nos cursos de graduação em medicina terem aumentado de maneira positiva.
A informação mais recente sobre o tema é do levantamento Demografia Médica do Brasil (2020). No grupo dos concluintes do curso de Medicina em 2019, 24,3% se autodeclararam pardos e 3,4% se autodeclaram pretos. Quando comparado aos anos anteriores, percebe-se que houve um leve aumento: no ano de 2013, pretos e pardos somavam 23,6%. Em 2016, eram 26,1% e em 2019, 27,7%.
Mas, por que ainda precisamos falar sobre a presença e necessidade de mais médicos negros no mercado?
A AfroSaúde não defende que somente médicos negros devem atender a população negra. Mas a população deveria ter a chance de poder encontrar estes profissionais, quando quiserem.
O entendimento sobre cultura, raça, etnia, origens e a linguagem utilizada são ferramentas importantes durante o processo de cuidado. Geralmente, são esses fatores que aumentam a distância entre pacientes e profissionais. Uma pesquisa realizada pelo Journal of Pain and Sympton Management encontrou que pacientes negros, em período terminal, recebem menos empatia de médicos brancos quando comparados aos seus semelhantes afrodescendentes.
Em outro estudo, realizado pela Universidade de Virgínia, nos EUA, os estudantes de medicina acreditavam que o sangue dos pacientes negros coagulavam mais rápido do que o sangue de pacientes brancos. Os estudantes também acreditavam que pessoas negras eram mais tolerantes à dor.
O Brasil possui iniciativas que visam aumentar a inserção de pessoas negras na medicina
Aqui no Brasil, podem ser encontradas iniciativas de fortalecimento da comunidade médica que atua na saúde, além de programas de incentivo à inserção de mais pessoas negras na área. O coletivo Negrex possui médicos e estudantes negros de medicina de todo o Brasil, que buscam combater o racismo na saúde, seja na área acadêmica ou na assistência.
O ILUMA, Instituto Luiza Mahin, é uma organização que foi criada em 2019, sendo a primeira associação de médicos e estudantes de medicina negros do Brasil. A sua missão é contribuir para a equidade em relação aos direitos públicos, educacionais, sociais e econômicos da população negra.

SOU MÉDICO DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS EM MG. É UMA HONRA SABER DE VOCÊS….
QUE LEGAL ESTARMOS ATUANDO CONJUNTAMENTE, MESMO QUE A DISTÂNCIA!!
Que bacana, Geraldo!
Vamos em frente!!