O câncer de mama em mulheres negras

Disparidades raciais colocam as mulheres negras em desvantagem no que diz respeito à doença

O câncer de mama é uma doença proveniente da multiplicação desenfreada das células mamárias anormais, que gera um tumor com grande potencial de se proliferar para outros órgãos. Alguns se desenvolvem mais rápido, enquanto outros possuem progressão mais lenta.  

Quando diagnosticados e tratados precocemente, possuem um bom prognóstico. Somente em 2020, 2,3 milhões de mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama em todo o mundo. No Brasil, apenas em 2020, foram diagnosticados 66.280 novos casos, totalizando 29,7% de todos os cânceres notificados no ano, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer). 

O câncer de mama também é o que mais leva as mulheres a óbito e é o mais diagnosticado entre as mulheres latinoamericanas e estadunidenses. Dados de 2019 mostram que o câncer de mama foi o responsável pela morte de 18.068 mulheres em todo o Brasil (INCA).

O surgimento da doença é multifatorial e a idade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento. A cada cinco mulheres diagnosticadas, quatro possuem 50 anos ou mais. Outros fatores de risco envolvem o sobrepeso, exposição frequente à radiações ionizantes, sedentarismo e o consumo excessivo de álcool e fumo. 

Disparidades raciais colocam as mulheres negras em desvantagem, no que diz respeito ao câncer de mama

As mulheres negras estão mais expostas aos fatores de risco que as mulheres brancas. As mulheres afro-americanas possuem uma taxa de mortalidade 31%, a maior dentre os grupos raciais ou étnicos que vivem nos EUA. Além disso, abaixo dos 45 anos, o câncer de mama possui maior incidência entre as afro-americanas. 

Mulheres negras são mais propensas a desenvolver diabetes, doenças cardíacas e obesidade e são menos propensas a amamentar no período pós-parto. Estes são fatores de risco para câncer de mama. Elas também são mais vulneráveis que as mulheres brancas por conta do acesso a um plano de saúde ou a serviços de saúde inadequados, o que pode afetar a triagem, o acompanhamento e a conclusão da terapia.

Mulheres negras são desproporcionalmente afetadas por subtipos mais agressivos, como câncer de mama triplo-negativo (TNBC) e câncer de mama inflamatório, e têm maior probabilidade de serem diagnosticadas em idades mais jovens e em estágios mais avançados da doença. 

Além disso, de acordo com o Black Women’s Health Study (Estudo de Saúde das Mulheres Negras), produtos para cabelo como os alisantes à base de soda cáustica, podem aumentar o risco de câncer de mama em mulheres negras.

A detecção precoce é importante

O câncer de mama pode ser facilmente detectado em fase inicial, o que aumenta as chances de um prognóstico favorável. Independentemente da idade, todas as mulheres devem conhecer o seu próprio corpo e praticar o autoexame. Além disso, é determinação do ministério da saúde que seja ofertado o rastreamento (exame quando não há sinais e sintomas) para mulheres entre 50 e 69 anos. 

O INCA possui uma cartilha que aborda mais sobre o tema e pode ser encontrada clicando aqui (https://www.inca.gov.br/publicacoes/cartilhas/cancer-de-mama-vamos-falar-sobre-isso).

O câncer de mama em mulheres negras

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